A Importância vital dos Negócios entre os EUA e o Brasil (II parte)

A Importância vital dos Negócios entre os EUA e o Brasil (II parte)

A Importância vital dos Negócios entre os EUA e o Brasil (II parte)

Continuamos falando de relações comerciais entre o Brasil e os EUA. Os assuntos desse artigo serão em particular a questão do etanol e o protecionismo dos países ricos.

Os subsídios americanos são parte importante da pauta de pendências entre as partes e voltou à tona com a questão do etanol. O tema passou a ser tratado com tanta importância pelo governo de George W. Bush que a política para o setor recebeu o apelido de “diplomacia do etanol”. Com o objetivo de reduzir a dependência do petróleo e a emissão de gases que causam o aquecimento global, os americanos anunciaram a intenção de aumentar o consumo do álcool combustível. Para isso, precisariam que o maior especialistas no assunto, que é também o segundo maior produtor mundial de etanol, entrasse no jogo: o Brasil. Ocorre que, para alimentar a gigantesca frota automotiva americana, cada litro do combustível limpo que entra em solo americano é taxado em 46% – o que inviabilizaria a vida do produto brasileiro no país. Por trás da taxa excessiva, estavam os produtores de milho dos EUA – produto a partir do qual o etanol americano é feito. Eles recebem subsídios governamentais e fazem pressão para mantê-los.

A barreira ao etanol brasileiro é apenas mais um caso. O protecionismo dos países ricos (e também dos EUA) é assunto que ganhou relevância nos últimos anos, com a onda de liberalização dos mercados nacionais. Em reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC) o protecionismo dos ricos aplicado aos produtos agrícolas finalmente ganhou atenção. Até agora, no entanto, os resultados concretos são tímidos. Em razão das barreiras protecionistas, calcula-se que o Brasil perca cerca de 17 bilhões de dólares por ano, a maior parte na venda de artigos de origem agrícola. Há estudos indicando que, de cada dez produtos brasileiros que entram no mercado americano, seis sofrem algum tipo de restrição. A situação chegou a tal ponto que alguns exportadores brasileiros resolveram instalar suas fábricas nos Estados Unidos e, assim, fugir das tarifas e taxas protecionistas.

Metade do suco de laranja produzido na Flórida sai de fábricas brasileiras, que se transferiram para lá fugindo das restrições ao produto feito no Brasil. Como o aço também sofre restrições severas, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Gerdau resolveram criar subsidiárias em território americano. Com isso, os empresários brasileiros conseguem vencer os obstáculos comerciais, mas os empregos ficam lá fora. Se tivesse liberdade para exportar suco de laranja para os americanos, o Brasil criaria cerca de 150.000 novos postos de trabalho. De qualquer forma, as primeiras batalhas já foram ganhas pelo Brasil, que conseguiu derrubar barreiras para vender gasolina no mercado americano, além de vitórias nos setores de algodão e aço.

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Federico Morato
Federico Morato

Engenheiro industrial e consultor de negócios apaixonado por empreendedorismo, idiomas e Brasil. Após dois anos no Brasil, cria a Infinity Tradução para ajudar as empresas brasileiras em expandir seus negócios no exterior. Nordestino de coração, fala fluentemente quatro idiomas e ama os ritmos axé e forró.

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